27.10.2008
blog Marlene Galeazzi | www.clicabrasília.com.br

PSORÍASE

 

Dia 20 de outubro, próxima quarta-feira, é Dia Nacional da Psoríase. A campanha promovida no Distrito federal, e em mais de dez estados, tem objetivo de desenvolver ações para a melhoria da qualidade de vida dos portadores da doença por meio de esclarecimentos da sociedade, já que o preconceito contra os doentes é grande.

A dermatologista Barbara Uzel explica que a psoríase é uma inflamação da pele, crônica e begnice genética, mas que necessita de fatores externos para o desencadear ou piora, como, por exemplo, estresse e frio. A doença afeta até 2% da população brasileira e, de acordo com a dermatologista, pode aparecer em qualquer idade. Mesmo não sendo uma doença contagiosa, a doutora Barbara adverte que a psoríase não tem cura, portanto a consulta a um médico é sempre necessária.

 

27.10.2008
Jornal da Comunidade

Profissionais coerentes e hábitos mais saudáveis

 

A dermatologista Barbara Uzel, 36, sempre teve tendência em ganhar peso e, por isso mesmo, fica de olho na alimentação e nas práticas esportivas. “O médico sabe melhor do que ninguém que, para manter a forma e a saúde, não tem segredo. A receita é se alimentar bem e fazer exercícios”, afirma. Para ela, mesmo com as dificuldades para manter o corpo em forma, não pode ter espaço para o “faça-o-que-eu-digo-mas-não-faça-o-que-eu-faço”.

“Com a falta de horários definidos no trabalho, não há como ter a regularidade desejada”, admite a médica, que, embora não tenha plantões fora de hora, depois que entra no consultório, não sabe exatamente a que horas vai sair.

 

Adepta da corrida e da ioga, ela está montando no momento, um outro consultório. Após a mudança para o novo local de trabalho, ela garante que a prática física será mais constante. A médica ainda recomenda, a quem tem uma jornada diária repleta de afazeres, fazer atividades físicas antes mesmo de ir trabalhar. “Assim, é possível se dedicar exclusivamente aos pacientes, podendo até estender o expediente’, explica.

 

Para o dermatologista, o médico deve agir coerentemente com aquilo que ele prega aos seus pacientes. “Mesmo o profissional mais atarefado deve procurar manter hábitos mais saudáveis, para uma boa qualidade de vida”, salienta. “Não podemos pensar em cuidar do outro e não nos cuidarmos. Fazer atividade física é sinônimo de saúde. E não precisa ser nada exagerado, basta realizar algo que seja prazeroso”, finaliza.

 

 

 

01.09.2008
Revista Mulher | Edição 17, Ano 3, N° 5

Um dos maiores desafios terapêuticos na área da Dermatologia e da Cirurgia Plástica se refere ao tratamento de cicatrizes inestéticas, que também geram grande preocupação nos pacientes que se submetem a tratamentos cirúrgicos estéticos ou não.

A formação de cicatrizes inestéticas e quelóides depende de vários fatores ligados ao paciente e à causa da cicatriz. O principal fator é a predisposição genética para a má cicatrização. Pessoas de raça negra e mestiços, por exemplo, têm maior predisposição para formação de quelóides, embora seja importante frisar que no nosso país, praticamente todos somos mestiços .

Outro fator importante é a região da pele onde ocorreu a lesão. Áreas como colo, mama e orelhas são consideradas de alto risco para cicatrização inestética, enquanto que na face, raramente vemos a formação de quelóides e cicatrizes hipertróficas.

A maneira como ocorreu a lesão na pele também vai influenciar na qualidade da  cicatrização. Assim, lacerações irregulares, feridas profundas e lesões por queimadura evoluem, em geral, com cicatrizes de pior qualidade. Os cuidados com a ferida, após o traumatismo ou cirurgia, e ausência de exposição solar direta vão contribuir positivamente para resultado final.

Deve-se ressaltar que, atualmente, os quelóides são considerados um tipo de tumor e seu tratamento nem sempre é possível ou definitivo, havendo risco de recorrências. Já as cicatrizes hipertróficas podem ser totalmente tratadas.

A melhor conduta, sempre que há uma ferida cirúrgica ou acidental, é realizar um tratamento preventivo, visando evitar a formação de tais cicatrizes. Este tratamento deve ser iniciado assim que houver cicatrização completa da lesão ou logo após a retirada dos pontos, em caso de cirurgia.

O tratamento de cicatrizes inestéticas - hipertróficas, atróficas, alargadas ou  com alterações de cor – e dos quelóides (cicatrizes muito elevadas, com aspecto tumoral e sintomas associados) pode ser feito através de várias técnicas como uso de géis de silicone, infiltração local com corticosteróides, crioterapia, remoção cirúrgica e laser.

O uso da luz pulsada e do laser significou um grande avanço para o tratamento de cicatrizes de qualquer origem. No caso de cicatrizes recentes, a luz pulsada está mais indicada por diminuir a formação de novos vasos de sangue e organizar a formação de colágeno na pele recém formada, que é a base para uma boa cicatrização. Quelóides também podem responder bem ao tratamento com luz pulsada, principalmente, associado à infiltração com corticóides e géis de silicone.

Para cicatrizes antigas, cicatrizes de acne e estrias o laser fracionado é a melhor opção, pois proporciona uma remodelação do colágeno num nível mais profundo da pele, levando a excelentes resultados com mínimo desconforto. São necessárias algumas sessões (média de 3 a 5), com intervalo de cerca de 30 dias, para se alcançar os melhores resultados, mas não é necessário afastamento das atividades habituais durante o tratamento.

É fundamental uma avaliação prévia e um diagnóstico correto da cicatriz, para que se defina o melhor tratamento a ser adotado.